quarta-feira, 16 de julho de 2014

Inspire-se: 90's fever

Logo no meu primeiro post, que foi sobre os anos 60 e o estilo yé-yé, deu pra perceber que sou fascinada pelo passado, então decidi preparar um mega post sobre os anos 90! Tinha tanta coisa acontecendo naquela época, tantas subculturas e estilos interessantes que vale a pena dar uma lida.
Então, foi mais ou menos aí que tudo começou, o movimento emo, os góticos (e os cybergóticos), os ravers, as riot grrrls, os grunges, os club kids e tudo que há de bom. Tudo isso ainda existe hoje. Mesmo que esses estilos tenham-se difundido bastante, ainda estão suuuper presentes no mundo atual. 

HEROIN CHIC
Um estilo que é impossível nunca ter visto é o heroin chic. A modelo Kate Moss que começou com essa moda, e até hoje se arrepende. Os anos 90 sofreram com o boost da heroína e muitas celebridades se envolveram com a droga, e Kate era uma delas. Além de ser magra, ela também tinha olheiras, pele pálida e um estilo mais desleixado, bem simples, com um ar de junkie rica. E isso marcou DEMAIS a indústria da moda e até hoje é super comum, garanto que se você abrir uma Vogue, vai encontrar alguns elementos desse estilo.

Heroin Chic, da esquerda para a direita: Angelina Jolie, Winona Ryder, Kate Moss e Drew Barrymore.

CLUB KIDS
Os clubbers foram os jovens da cena noturna de NYC nos anos 90! Na época, não era tão comum ver gente com cabelos coloridos, piercings e roupas excêntricas. Um dos principais fundadores desse movimento foi o Michael Alig, que organizava festas com muitas drogas e música eletrônica (e que saiu da prisão esses dias, oh well...). O filme Party Monster retrata super bem a história dele. "It doesn't matter what you look like. I mean, if you have a hunchback, just throw a little glitter on it, honey, go dancing!".

Clubbers: Gwen Stefani, Chloë Sevigny (que participa de Party Monster!), Björk e Gwen de novo.

KINDERWHORE
I want to be the girl with the most cake. O kinderwhore foi um estilo usado por muitas riot grrrls, pra quem não sabe, foi um movimento da cena punk feminista daquela década. Consiste numa combinação de roupas infantis com elementos mais ousados, como maquiagem borrada e pesada, meias rasgadas e cabelo bagunçado. É basicamente uma jovem adulta se vestindo de Lolita decadente, e isso causou muita polêmica. Quem popularizou o estilo foi a musa Courtney Love, viúva do músico mais anos 90 que existe, Kurt Cobain. Bom, ela popularizou, mas quem o criou foi sua amiga-inimiga Kat Bjelland, do Babes In Toyland.
Courtney Love.

Se você ficou interessado e quer ver mais, tem alguns filmes que retratam bem essa época. Um dos meus diretores preferidos, o Gregg Araki, têm vários filmes que se passam nos anos 90, os que eu mais gosto são The Doom Generation e Nowhere. Freaks and Geeks é uma série que se passa nos anos 80, mas a vibe é a mesma, mostra a juventude deslocada tentando se encontrar (e o elenco e as participações especiais são demais!). Ghost World, Clueless, Wayne's World, Léon: The Professional, American Pie, Pulp Fiction, Poison Ivy, 10 Things I Hate About You, Chasing Amy e Jawbreaker são só alguns dos filmes que eu posso recomendar, poderia ficar assim por horas...
Ghost World, Léon: The Professional, Poison Ivy e Jawbreaker.


E se você é como eu e ficou afim de levar os anos 90 pro seu armário, eu recomendo dar uma olhada nas coisas antigas dos seus pais, ir em brechós e a minha alternativa preferida: comprar na internet. O the cobra shop, a OMIGHTY e a Motel Rocks são as minhas lojinhas preferidas com essa pegada vintage. E se você procura por alguma coisa mais difícil de achar, alguma camiseta de banda, acessórios e etc. o melhor lugar para isso é o Etsy
the cobra shop, O-mighty, Motel Rocks e Etsy.


E por hoje é só! Stay rad.


Por Luana Haeser

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Adidas em parceria com Marina Abramovic


A Adidas entrou em conjunto com a artista performática Marina Abramovic para fazer um pequeno clipe em homenagem a Copa do mundo FIFA 2014.

Marina que já é conhecida por provocar reflexão e emocionar as pessoas com seus trabalhos, não fez diferente dessa vez. No começo do vídeo faz alusão ao filme feito pela artista nos anos 70, chamado de “Work Relation” que fazia menção ao trabalho em equipe, compromisso e ao propósito da frase “A união faz a força”.

Mesmo sem ter de fato o futebol ou esporte sendo mostrado no vídeo, ele procura demonstrar uma reflexão a partir daquilo que é tido por união, ou uma equipe. Os 11 performers (intitulado por 11 jogadores tal como em um jogo) trabalham em conjunto levando pedras de um lado para o outro, como se a força só coexistisse se de antemão houvesse cooperação de ambos. E todos eles utilizam o tênis Samba lançado pela Adidas em 1958 para ser usado em treinos de futebol. 


Quer conferir como ficou essa parceria? Dá play abaixo!


Isso também funciona para frisar que arte e moda andam em conjunto, e essa também não é a primeira vez de Marina nesse mundo. Ela já fez parte de coleções, ensaios e inclusive colaborou com o artista brasileiro Vik Muniz. O vídeo abaixo exemplifica e mostra como essa relação com a alta costura foi estabelecida e conta um pouco de sua vida pessoal.


Bom final de semana para todos,
Beijos.

Amanda Braga

terça-feira, 8 de julho de 2014

Inspire-se: Crochê


Oi gente! O post de hoje vai falar sobre uma coisa não muito diferente do que nós estamos acostumados a ver: Crochê.

Não se sabe exatamente quando se surgiu a utilização desse tipo de costura, a arte artesanal recebeu o nome de Croké na França que designava uma agulha em forma de gancho, a mesma técnica impregnada para fazer o Crochê manualmente. Sendo que muitas pessoas confudem crochê com tricô, você sabe a diferença?


Tricô:  técnica feita com duas agulhas para entrelaçar o fio de lã de forma organizada,  criando-se assim um  tecido com textura e elasticidade marcantes. O trabalho geralmente é manual mas pode também ser feito através de máquinas próprias, o que também resulta num tecido muito semelhante à malha manualmente tecida. 

Crochê: artesanato feito com uma agulha especial que possui um gancho e que produz um trançado semelhante ao da malha ou da renda. Os trabalhos podem ser realizados com qualquer tipo de fio ou material. Tudo depende da peça a ser executada: uma toalha delicada ou uma colcha, um casaco ou um tapete resistente. Fonte

A roupa de crochê é vista por muitos como uma peça mais para compor visual vintage ou romântico. Mas também pode ser combinado com peças escuras, botas e até jaquetas de couro. Há inúmeras opções de roupas que você possa usar com crochê, desde vestidos, saias, blusas e também croppeds. Uma opção pra quem não quer muita transparência é os shorts (o modelo mais comum é o de camadas).



Pelo fato do Crochê ser uma costura que exije trabalho árduo e ser uma peça mais delicada o preço sai um pouco mais caro, mas ainda sim é possível encontrar lojas por preços acessíveis. Na região onde eu moro (nordeste) há locais que costumam vender também peças como biquínis e maiôs fabricados a partir de rendeiras ou artesãs. Esse inclusive foi o tema do desfile da marca Água de Coco no SPFW. 

Água de Coco SPFW 2013



O que acharam das roupas de crochê? :)
Beijos.

Por Amanda Braga

domingo, 29 de junho de 2014

Fotografia com Neil Krug


Neil Krug é um fotografo americano que junto com sua mulher, Joni Harbeck, formaram o Pulp Art Book, que consiste em uma coleção de fotografias sobre filmes, música e derivados. No álbum aparece imagens de sua mulher vestida como gângster, índia, dona de casa, dentre outras imagens. Além destas, há fotos de paisagens e ambientes em tons psicodélicos. 



Além do seu trabalho como fotografo, Krug também é diretor e já dirigiu alguns curta metragens. No seu trabalho com Lana, ficou responsável pelas fotos promocionais de Ultraviolence.


O fotografo traz influencias de anos 60 e 70 em suas fotos, relembrando filmes e LPs desses tempos. Algo que relembra bastante o trabalho de Lana, já que no começo de sua carreira utilizava de vídeos e imagens de comerciais antigos (Carmen e Video Games) e sempre utilizando de uma pegada hollywoodiana da época de Marilyn e Elvis. Como comparativo tem o videoclipe de Summertime Sadness, que tem muitas semelhanças (inclusive nos efeitos) com o trabalho de Krug. 


Neil já foi responsável por produzir outras capas de cd, como para o Magic Hour do Scissor Sisters e outras bandas, como Foals, Goo Goo Dolls e outros. No momento já fez o segundo volume de seu livro, Pulp Art Book.



Para quem curte uma fotografia com um ar meio vintage (que lembra um pouco ao efeito polaroid) e um toque de fantasia, já se apaixona pelo trabalho de Krug. Mesmo tendo começado a pouco tempo, já se faz ser notado com suas fotos lindas. Na página do fotográfo você encontra outros ensaios e imagens, só clicar aqui! E ele também possui um instagram e flickr para divulgação.

Bom restinho de domingo!

Por Amanda Braga 

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